24.11.15

A múmia

Cavaco mais uma vez a fazer-nos de parvos. No dia seguinte ao 4 de outubro teve pressa em chamar o Passos a Belém e não teve que dar aval de nenhum dos ministros que iriam compor o governo. Nem tem que o fazer. A responsabilidade é do ministro indigitado.


Imagina-se que estava na lista um ministro do BE e/ou do PCP. O PS teria que o retirar só porque o Presidente assim o exigia?


Nunca mais é janeiro!

13.11.15

"O desespero dos suásticos"

"Fui ontem ao Norte
era ainda cedo
guizos tremiam numa feira de gado
Caras extintas por dentro
Caíam das janelas
Perguntei se era ali
a batina do cacique
a mentira das reses
nos açougues
Ao longo da torreira
Cresciam as uvas
De súbito
fechei os olhos
Sons estridentes
rompiam as paredes
Duma casa em ruínas
A suástica luzia
num círculo
de sinais obscuros
Como a morte
Fez-se noite
Ergui o punho
À onda que passava"


Zeca Afonso




30.9.15

José Manuel Osório

Uma das vozes mais activas em defesa da Fado após o 25 de Abril de 1974, após algumas vozes dissonantes em que repudiavam este género tradicional por se ter acomodado à politica do Estado Novo. Trinta anos mais tarde, Osório foi um nomes que encabeçaram uma lista de artistas e intelectuais que trabalharam em prol do Fado como Património Imaterial da Humanidade.

O curioso neste LP é estar dividido em 2 partes. O Lado A intitula-se "Por Quem Sempre Combateu" e o B como "Quadras Populares". Para quem não estivesse a par da questão do Fado como parte da cultura portuguesa após a Revolução de Abril, o próprio José Manuel Osório assinava um texto introdutório que começa assim:

"Este disco surge numa altura em que muito se discute sobre a validade ou não validade do Fado. Na minha opinião as questões têm sido postas de maneira errada. Não é o Fado que deve ser posto em causa mas sim o que alguns fizeram dele.

Este disco longe de dar uma resposta definitiva aponta uma saída possível. Várias coisas haverá ainda a fazer. Não chega rever o fado ao nível do texto. Novas experiências musicais poderão e deverão ser tentadas. Este disco surge ainda depois de cinco anos de silêncio da minha parte.

Muito pressionado pela censura e pelas firmas por onde passei tornou-se-me impossível a dado momento gravar fosse o que fosse. O que não era cortado pela censura oficial era recusado pela "censura interna" das etiquetas gravadoras. Bom, mas o que lá vai, lá vai. Para este disco fui buscar músicas tradicionais, o que se chama "Fado Clássico". Os poemas são da responsabilidade de duas pessoas, dois amigos, dois camaradas. Francisco Viana e Manuel Correia..."

Participação musical nas guitarras de António Chainho / Arménio Melo e nas violas de Martinho d'Assunção / Vital d'Assunção e José Maria Nóbrega.


26.9.15

Ao Alcance das Mãos

Samuel Leonor Lopes Quedas, conhecido artisticamente apenas como Samuel (Malveira, 1 de Agosto de 1952) é um cantor, compositor e arranjador português.

Foi viver para Setúbal onde conhece José Afonso a quem mostra as suas canções. O cantor apenas apreciou algumas partes dessas canções. Depois dessa conversa, Samuel foi para casa e fez várias cantigas, quase de um dia para o outro. Uma delas, o "Cantigueiro", que foi a sua primeira canção gravada em disco. "O Zeca achou graça, adoptou-a e, praticamente quinze dias depois foi gravada e editada pela editora Arnaldo Trindade". Estávamos em 1972.

Depois do 25 de Abril, participa em muitas sessões de Canto Livre.

Fez parte do Trio Ferrugem e do grupo Pedro Osório SARL participando em muitas sessões de Canto Livre.

Para além do "Cantigueiro", grava o EP "De Pé Pela Revolução" edição paga do seu bolso, o que voltaria a fazer de novo com o "Hino da Reforma Agrária". Em 1979 grava o álbum "Ao Alcance Das Mãos" para a RCA/Telectra, este que podemos ouvir em versão completa.


23.9.15

O que vale a pena

Afonso Dias, é um músico, cantor, poeta e actor português. Foi deputado à Assembleia Constituinte de 1975/76, pela UDP (não tendo contudo exercido outros cargos políticos posteriormente).

Como músico, foi um dos fundadores, em 1974, do GAC – Grupo de Acção Cultural, juntamente com José Mário Branco, Eduardo Paes Mamede e João Loio, com o qual efectuou inúmeras apresentações no país e no estrangeiro, assim como editou diversos discos de estúdio.

(discografia completa do GAC http://gacultural.com.sapo.pt/index.html)

Ao longo da sua carreira tem integrado espectáculos com artistas como José Afonso, Sérgio Godinho, Francisco Fanhais, Manuel Freire, Pedro Barroso, Tino Flores e José Fanha, entre outros, tendo editado vários álbuns de estúdio a solo.

No âmbito do teatro, frequentou, nos anos 60 e 70, acções de formação teatral com Costa Ferreira, Carmen Dolores e Rogério Paulo.

Foi fundador, em 1999, da Trupe Barlaventina – Jograis do Algarve, com a qual realizou inúmeros espectáculos e gravações de estúdio.

Já trabalhou como encenador-actor, colaborando como actor (e cantor), desde 2003, com a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve).

Fonte: wikipédia

Deste cantor podemos ouvir estes dois álbuns

"O Que Vale a Pena" - 1979


"Afonso Dias&a sopa dos pobres - Fado Aleixo" - 2013


21.9.15

Zé Ferrugem

Trio Zé Ferrugem - Zé Ferrugem (1977)

Trio formado por Samuel Quedas​, José Jorge Letria e Nuno Gomes Dos Santos​
Capa: Vítor Ferreira

Textos de ligação de José Jorge Letria ditos por João Paulo Guerra