21.5.14
APBraga canta Zeca...
APBraga "cantautor" que muitas vezes acompanhou o Zeca na demanda por este país, canta Zeca e outros cantores de intervenção. Estas músicas são raras, fazem parte de uma cassete gravada no Rio de Janeiro quando APBraga foi para lá trabalhar. Foi-me entregue pelo próprio APBraga, de onde extraí as músicas e lhe fiz esta página.
Rio de Janeiro
Em 2012 AP Braga (cantautor que cantou muitas vezes com o Zeca) no "A Moagem" em Fundão. Zeca como podem ver no "écran" sempre presente!
O meu muito Obrigado ao APBraga, meu amigo de longa data, pelo envio destas recordações!

Rio de Janeiro
Em 2012 AP Braga (cantautor que cantou muitas vezes com o Zeca) no "A Moagem" em Fundão. Zeca como podem ver no "écran" sempre presente!
O meu muito Obrigado ao APBraga, meu amigo de longa data, pelo envio destas recordações!

9.5.14
Rui Pato

Rui Pato com Zeca Afonso
Rui de Melo Pato nasceu em Coimbra a 5 de junho de 1946. Tinha Rui Pato 16 anos quando começou a acompanhar à viola Zeca Afonso. Participou com Zeca em 7 discos durante 7 anos (1962-69). Foi um acaso que levou Rui até Zeca. Depois da morte do pai, Zeca chega a Coimbra vindo do Algarve. Queria mostrar novas músicas aos amigos e pediu uma viola, no «Brasileira». O pai de Rui Pato (o jornalista Rocha Pato), diz:
«Só se formos a minha casa: o meu filho anda a aprender guitarra clássica e podes tocar com a viola dele». Assim aconteceu mas, pouco depois, Rui estava a acompanhar o Zeca e este entusiasmado disse: «É este puto que vai gravar comigo»
Rui Pato gravou três EP, três LP e um single, num total de 49 temas. Rui Pato foi proibido pela PIDE a deslocar-se a Londres em 1969 para gravar o álbum "Traz Outro Amigo Também", devido à sua participação na Crise Académica de 1969. Neste álbum Rui Pato foi substituído por Carlos Correia (Bóris)
Fonte: "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo
As noites de canções com Salgueiro Maia:
(clicar no play)
O despertar:
"Só tive consciência do perigo e da importância de tudo aquilo que estávamos a fazer um ano depois de já estar com ele. Quando comecei, em 1962, não me tinha apercebido da importância de todas aquelas canções e daquilo que o futuro nos reservava", recorda. Estava, sem saber, talvez pela aventura da idade, a entrar numa luta: "Era um combate contra a censura, o regime, os preconceitos e todos aqueles que achavam que era estranho que a música pudesse servir de arma".
A Censura:
"A liberdade, escondida entre versos, valeu-lhe a atenção da PIDE. Começou a ser vigiado, foi expulso da Universidade e obrigado a entrar para o serviço militar coercivo. "Era quase uma forma de guerrilha artística, e eu, como se poderia dizer, dei o peito às balas", conta. Alguns lugares das plateias começaram a ser preenchidos por agentes da polícia política e a censura prévia tornou-se habitual.
..."Aos mecanismos mais intensos de repressão, respondiam as requintadas ironias. A liberdade não era para o ouvido de todos. "Há relatos dos censores e até de agentes da Direção Geral dos Espetáculos, que estão na Torre do Tombo, que faziam relatos perfeitamente ridículos. Não percebiam muitas das coisas. Lembro-me de tocarmos os 'Vampiros', das primeiras vezes, e eles pensarem que estávamos a falar mesmo dos bichos".
Fonte:JPN
Parte de uma gravação realizada pelo programa "Violas e Vozes de Abril" onde Rui Pato fala de Zeca e Adriano Correia de Oliveira.
Mais sobre Rui Pato (clicar aqui)
«Só se formos a minha casa: o meu filho anda a aprender guitarra clássica e podes tocar com a viola dele». Assim aconteceu mas, pouco depois, Rui estava a acompanhar o Zeca e este entusiasmado disse: «É este puto que vai gravar comigo»
Rui Pato gravou três EP, três LP e um single, num total de 49 temas. Rui Pato foi proibido pela PIDE a deslocar-se a Londres em 1969 para gravar o álbum "Traz Outro Amigo Também", devido à sua participação na Crise Académica de 1969. Neste álbum Rui Pato foi substituído por Carlos Correia (Bóris)
Fonte: "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo
(clicar no play)
O despertar:
"Só tive consciência do perigo e da importância de tudo aquilo que estávamos a fazer um ano depois de já estar com ele. Quando comecei, em 1962, não me tinha apercebido da importância de todas aquelas canções e daquilo que o futuro nos reservava", recorda. Estava, sem saber, talvez pela aventura da idade, a entrar numa luta: "Era um combate contra a censura, o regime, os preconceitos e todos aqueles que achavam que era estranho que a música pudesse servir de arma".
A Censura:
"A liberdade, escondida entre versos, valeu-lhe a atenção da PIDE. Começou a ser vigiado, foi expulso da Universidade e obrigado a entrar para o serviço militar coercivo. "Era quase uma forma de guerrilha artística, e eu, como se poderia dizer, dei o peito às balas", conta. Alguns lugares das plateias começaram a ser preenchidos por agentes da polícia política e a censura prévia tornou-se habitual.
..."Aos mecanismos mais intensos de repressão, respondiam as requintadas ironias. A liberdade não era para o ouvido de todos. "Há relatos dos censores e até de agentes da Direção Geral dos Espetáculos, que estão na Torre do Tombo, que faziam relatos perfeitamente ridículos. Não percebiam muitas das coisas. Lembro-me de tocarmos os 'Vampiros', das primeiras vezes, e eles pensarem que estávamos a falar mesmo dos bichos".
Fonte:JPN
Parte de uma gravação realizada pelo programa "Violas e Vozes de Abril" onde Rui Pato fala de Zeca e Adriano Correia de Oliveira.
Mais sobre Rui Pato (clicar aqui)
8.5.14
5.5.14
Tino Flores

Um "cantor de intervenção" completamente desconhecido para mim, mas que faz parte desses cantores que tiveram uma ação preponderante no despertar revolucionário de parte reduzida do nosso povo (a maioria preferia os três "efes" e para lá caminhamos de novo).
Quem é Tino Flores? Recorro ao "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo.
"Nasceu em 19 de janeiro de 1947. Minhoto de nascimento começa a tocar em grupos de baile rock. Em 1966 fez parte do grupo «Os Teias». No ano seguinte exila para França para não participar na guerra colonial.
Em Paris participa na direção da Liga do Ensino e da Cultura e noutras associações de emigrantes onde era denunciado o colonialismo. Senhor de um discurso radical, critica a falta de unidade dos diversos grupos marxistas, de diversas tendências, exilados em Paris, em torno de problemas concretos como o fascismo e o colonialismo, sacrificando-se uma ampla unidade ao invés de conceitos ideológicos e estratégicos.
A sua discografia regista a obra deste «cantautor» - pois é autor das letras e das composições - com uma música imbuída de uma marca de ruralidade. O seu primeiro disco, um EP, gravado em finais de 1969, intitula-se Viva a Revolução. NO início de 1972 um outro EP, O Povo é Invencível e o último saído antes do 25 de abril de 1974 é uM EP duplo intitulado O Povo em Armas Esmagará a Burguesia."
Fim de citação
Nesta altura penso que a burguesia nem necessita de armas para esmagar o povo, o povo esmaga-se a si mesmo.
Para ouvir Tino Flores, clicar no nome dele na coluna da direita ou...
Aqui
1.5.14
30.4.14
O Regresso dos Exilados
"No exílio, nomeadamente na região de Paris, o trabalho cultural junto da comunidade portuguesa era o pretexto para juntar as pessoas e falar sobre as coisas, onde nascia a confusão, que, como diz José Mario Branco, por vezes era difícil, porque na (chamada) emigração económica havia indivíduos que tinham estado na guerra colonial que voltavam traumatizados e por vezes interrompiam as cantigas... "
In "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo
José Mário Branco fugiu para França em 1963 e Luis Cilia em 1964. Regressaram em 1974 depois da Revolução.
Chegada de José Mário Branco e Luis Cília ao Aeroporto da Portela em Lisboa, regressados do exílio em França.
(clicar nos endereços)
Regresso dos Exilados I
Regresso dos Exilados II
Reconhecem-se Luis Cília, José Carlos Ary dos Santos, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, José Mário Branco, José Jorge Letria.
25.4.14
25 de Abril no Expresso
Excelente trabalho do "Jornal Expresso" sobre o 25 de Abril.
(com som)
25 de Abril. História e depoimentos
(com som)
Salgueiro Maia

Salgueiro Maia foi o rosto visível da Revolução de Abril de 1974.
Foi e continuará a ser, contra outras opiniões que este capitão merece de parte de muitos que também estiveram no terreno (e só temos que lhes agradecer isso). Todos nós sabemos que, Salgueiro Maia, nada fez para que as "luzes da ribalta" lhe focassem permanentemente. Procurou sempre passar despercebido e nunca aceitou nada do que lhe queriam oferecer as forças do poder.
Salgueiro Maia é, como todos os líderes como "Che Guevara", o ícone de uma Revolução.
Salgueiro Maia é o símbolo revolucionário de um País.
Salgueiro Maia é o 25 de Abril.
O meu Tributo a este grande Capitão. Ficarás eternamente na memória daqueles que fardados, aqui ou lá longe, lutaram por um País justo.
És a memória de um País agradecido. Do que veio a seguir não te podem culpar, mas sim dos oportunistas e de um povo que não sabe que rumo tomar!
25 de Abril... Sempre!
(clicar no endereço)
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