9.5.14

Rui Pato

Rui Pato com Zeca Afonso


Rui Pato com Zeca Afonso



Rui de Melo Pato nasceu em Coimbra a 5 de junho de 1946. Tinha Rui Pato 16 anos quando começou a acompanhar à viola Zeca Afonso. Participou com Zeca em 7 discos durante 7 anos (1962-69). Foi um acaso que levou Rui até Zeca. Depois da morte do pai, Zeca chega a Coimbra vindo do Algarve. Queria mostrar novas músicas aos amigos e pediu uma viola, no «Brasileira». O pai de Rui Pato (o jornalista Rocha Pato), diz:



«Só se formos a minha casa: o meu filho anda a aprender guitarra clássica e podes tocar com a viola dele». Assim aconteceu mas, pouco depois, Rui estava a acompanhar o Zeca e este entusiasmado disse: «É este puto que vai gravar comigo»



Rui Pato gravou três EP, três LP e um single, num total de 49 temas. Rui Pato foi proibido pela PIDE a deslocar-se a Londres em 1969 para gravar o álbum "Traz Outro Amigo Também", devido à sua participação na Crise Académica de 1969. Neste álbum Rui Pato foi substituído por Carlos Correia (Bóris)



Fonte: "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo



As noites de canções com Salgueiro Maia:




(clicar no play)


O despertar:

"Só tive consciência do perigo e da importância de tudo aquilo que estávamos a fazer um ano depois de já estar com ele. Quando comecei, em 1962, não me tinha apercebido da importância de todas aquelas canções e daquilo que o futuro nos reservava", recorda. Estava, sem saber, talvez pela aventura da idade, a entrar numa luta: "Era um combate contra a censura, o regime, os preconceitos e todos aqueles que achavam que era estranho que a música pudesse servir de arma".

A Censura:

"A liberdade, escondida entre versos, valeu-lhe a atenção da PIDE. Começou a ser vigiado, foi expulso da Universidade e obrigado a entrar para o serviço militar coercivo. "Era quase uma forma de guerrilha artística, e eu, como se poderia dizer, dei o peito às balas", conta. Alguns lugares das plateias começaram a ser preenchidos por agentes da polícia política e a censura prévia tornou-se habitual.

..."Aos mecanismos mais intensos de repressão, respondiam as requintadas ironias. A liberdade não era para o ouvido de todos. "Há relatos dos censores e até de agentes da Direção Geral dos Espetáculos, que estão na Torre do Tombo, que faziam relatos perfeitamente ridículos. Não percebiam muitas das coisas. Lembro-me de tocarmos os 'Vampiros', das primeiras vezes, e eles pensarem que estávamos a falar mesmo dos bichos".

Fonte:JPN

Parte de uma gravação realizada pelo programa "Violas e Vozes de Abril" onde Rui Pato fala de Zeca e Adriano Correia de Oliveira.



Mais sobre Rui Pato (clicar aqui)

8.5.14

Os Vampiros




Faixa do LP "Baladas de Coimbra - 1963" (proibido pela censura)





... Eles andam aí!

5.5.14

Tino Flores


Um "cantor de intervenção" completamente desconhecido para mim, mas que faz parte desses cantores que tiveram uma ação preponderante no despertar revolucionário de parte reduzida do nosso povo (a maioria preferia os três "efes" e para lá caminhamos de novo).

Quem é Tino Flores? Recorro ao "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo.


"Nasceu em 19 de janeiro de 1947. Minhoto de nascimento começa a tocar em grupos de baile rock. Em 1966 fez parte do grupo «Os Teias». No ano seguinte exila para França para não participar na guerra colonial.

Em Paris participa na direção da Liga do Ensino e da Cultura e noutras associações de emigrantes onde era denunciado o colonialismo. Senhor de um discurso radical, critica a falta de unidade dos diversos grupos marxistas, de diversas tendências, exilados em Paris, em torno de problemas concretos como o fascismo e o colonialismo, sacrificando-se uma ampla unidade ao invés de conceitos ideológicos e estratégicos.

A sua discografia regista a obra deste «cantautor» - pois é autor das letras e das composições - com uma música imbuída de uma marca de ruralidade. O seu primeiro disco, um EP, gravado em finais de 1969, intitula-se Viva a Revolução. NO início de 1972 um outro EP, O Povo é Invencível e o último saído antes do 25 de abril de 1974 é uM EP duplo intitulado O Povo em Armas Esmagará a Burguesia."

Fim de citação

Nesta altura penso que a burguesia nem necessita de armas para esmagar o povo, o povo esmaga-se a si mesmo.

Para ouvir Tino Flores, clicar no nome dele na coluna da direita ou...

Aqui

1.5.14

Censura - O lápis azul

Subversão da juventude por estes cantores "malditos"









30.4.14

O Regresso dos Exilados


"No exílio, nomeadamente na região de Paris, o trabalho cultural junto da comunidade portuguesa era o pretexto para juntar as pessoas e falar sobre as coisas, onde nascia a confusão, que, como diz José Mario Branco, por vezes era difícil, porque na (chamada) emigração económica havia indivíduos que tinham estado na guerra colonial que voltavam traumatizados e por vezes interrompiam as cantigas... "

In "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo

José Mário Branco fugiu para França em 1963 e Luis Cilia em 1964. Regressaram em 1974 depois da Revolução.

Chegada de José Mário Branco e Luis Cília ao Aeroporto da Portela em Lisboa, regressados do exílio em França.

(clicar nos endereços)

Regresso dos Exilados I

Regresso dos Exilados II

Reconhecem-se Luis Cília, José Carlos Ary dos Santos, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, José Mário Branco, José Jorge Letria.

25.4.14

25 de Abril no Expresso

Excelente trabalho do "Jornal Expresso" sobre o 25 de Abril.

(com som)

25 de Abril. História e depoimentos

Salgueiro Maia


Salgueiro Maia foi o rosto visível da Revolução de Abril de 1974.

Foi e continuará a ser, contra outras opiniões que este capitão merece de parte de muitos que também estiveram no terreno (e só temos que lhes agradecer isso). Todos nós sabemos que, Salgueiro Maia, nada fez para que as "luzes da ribalta" lhe focassem permanentemente. Procurou sempre passar despercebido e nunca aceitou nada do que lhe queriam oferecer as forças do poder.

Salgueiro Maia é, como todos os líderes como "Che Guevara", o ícone de uma Revolução.


Salgueiro Maia é o símbolo revolucionário de um País.

Salgueiro Maia é o 25 de Abril.

O meu Tributo a este grande Capitão. Ficarás eternamente na memória daqueles que fardados, aqui ou lá longe, lutaram por um País justo.

És a memória de um País agradecido. Do que veio a seguir não te podem culpar, mas sim dos oportunistas e de um povo que não sabe que rumo tomar!

25 de Abril... Sempre!

(clicar no endereço)



13.2.14

O Cifrão






O motivo que está nesta foto dá que pensar.

Todos sobem ao encontro do mesmo, do cifrão. Escalam na vida procurando o conforto no símbolo que cria a ganância, o desprezo pelos outros, o espezinhar para subir mais depressa, sem valores morais, sem ética, sem respeito.

Assim é o Homem com exceções. As tais exceções que confirmam a regra. A lei do cifrão "fala" sempre mais alto.

Sejamos diferentes!

8.10.13

O Que é um Salário!?

Mais medidas de austeridade vão cair sobre a cabeça dos portugueses, dos pobres que nos ricos e causadores da situação em que caímos ninguém toca.

Isto escrevi num tema de uma pessoa amiga que, como milhares de portugueses, teve que emigrar para terras de França e perguntava que lhe explicassem o que é isso de salário como se fosse uma criança de 4 anos. Para todos os que não sabem há muito tempo o que é receber o produto de um trabalho que ninguém lhes dá...




Eu explico-te, senta-te aí.

Era uma vez um Império. Um Império que dominou parte do mundo. Surgiu e desapareceu como acontece com todos os Impérios. Foi o Império Romano.

Nessa altura o pagamento primário aos seus soldados era feito através de sal que em latim se diz "salarium", era o "salarium argentum" ou seja "pagamento em sal". Daí surgiu o salário tão nosso conhecido nos nossos tempos. Nosso conhecido menina(o) de quatro anos?

Assim como havia uma pequena aldeia que resistia aos avanços de César, hoje também há um governo que resiste em dar emprego ao povo a quem jurou prestar toda a sua vontade em o servir.

Então, retirando a hipóteses de poder crescer a economia para que todos pudessem ter o seu emprego e o seu salário, faz exatamente o contrário, fez aumentar o desemprego. Daí minha pequena amiga(o), há muitos em Portugal que não sabem o que isso de salário é.

Talvez voltemos aos tempos da antiga Roma e se veja a dar um punhado de sal para, ao menos, temperar uma panela cheia de nada!




Nota final: Sei que a pessoa amiga arranjou trabalho em França. Quando há dignidade qualquer trabalho nos serve, mas é triste saber que tanto ela como muitos que deram o melhor de si, tivessem que sair de Portugal para terem o trabalho que lhes falta no seu país de origem. Ninguém gosta de sair mas, hoje como ontem, só uma mala de cartão levam como bagagem, e a saudade no coração.

13.2.12

Um Povo Piegas!



Um primeiro-ministro de 38,6% dos portugueses (não meu porque não votei nele, assim como da maioria que foi a abstenção com 41%) disse para os portugueses serem menos piegas e trabalharem mais. Como Português que sou e como trabalho desde os 12 anos e ainda não estou reformado, sinto-me indignado com este rótulo ofensivo à minha pessoa ao mandar-me trabalhar mais, pois está-me a chamar mandrião!

Mas ao facto de me chamar piegas, tenho que lhe dar ‘razão’. Todos os meses sou piegas porque 'choro' o que me é 'roubado' por este governo, e o meu subsídio de férias e de natal vão à 'viola' (não, não sou funcionário público mas pago como tal) para pagar outros roubos que não fui eu quem os cometeu. Devido a isso vou alterar o meu 'nick', vou passar a ser Marius70 Piegas.

Por isso português, deixa-te de pieguices e trabalha mais, diz quem nunca nada fez do alto do seu poleiro. E a resposta do povo pá a este epíteto? Faz cócórócócó, abaixa a cabeça e levanta o rabo!

Como o diz Sérgio Godinho "O Galo é o Dono dos Ovos", mas os pintos, que por enquanto são poucos, podem dar a volta à capoeira.



P.S. - Digo em cima que não sou funcionário público e não o sou. Mas pelo facto de não o ser, não significa que concorde que os funcionários públicos, pelo facto de o serem, tenham que pagar a fatura do país. Que culpa têm eles do país estar assim? O BPN era público? Os compadrios e adjudicações de empreitadas a pagar à fartazana eram os funcionários públicos comuns que o faziam? Se considerarmos os governantes, que esbanjaram o nosso dinheiro e fez cair o país na situação difícil que está, como funcionários públicos então que sejam eles, os governantes, a pagar a crise. Nesses ninguém mexe, mas os que trabalharam em prole da nossa educação, dos serviços sociais, vivem do seu emprego e se dedicam de corpo e alma à sua função (dos outros que nada fazem, em todo o lado há disso não é só no funcionalismo público e são estes a pagar a 'fatura' dos que fogem ao fisco no privado pois não há volta a dar já que o desconto vem sempre tributado no vencimento mensal) os funcionários, por isso mesmo (por descontar na fonte) são o elo mais fraco da cadeia.

Mas há quem se sinta satisfeito por isso e procurem denegrir e colocar no mesmo saco todos os funcionários públicos. São aqueles que nada fazem e recebem o rendimento social de inserção (nome pomposo) à custa de quem trabalha, ou aqueles que nada fizeram na vida mas quando chegam à reforma muitos deles (nem todos, claro), até dizem que foram uns 'mouros' de trabalho.

Só se o foram na tasca!