1.5.14

Censura - O lápis azul

Subversão da juventude por estes cantores "malditos"









30.4.14

O Regresso dos Exilados


"No exílio, nomeadamente na região de Paris, o trabalho cultural junto da comunidade portuguesa era o pretexto para juntar as pessoas e falar sobre as coisas, onde nascia a confusão, que, como diz José Mario Branco, por vezes era difícil, porque na (chamada) emigração económica havia indivíduos que tinham estado na guerra colonial que voltavam traumatizados e por vezes interrompiam as cantigas... "

In "Canto de Intervenção" de Eduardo M. Raposo

José Mário Branco fugiu para França em 1963 e Luis Cilia em 1964. Regressaram em 1974 depois da Revolução.

Chegada de José Mário Branco e Luis Cília ao Aeroporto da Portela em Lisboa, regressados do exílio em França.

(clicar nos endereços)

Regresso dos Exilados I

Regresso dos Exilados II

Reconhecem-se Luis Cília, José Carlos Ary dos Santos, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, José Mário Branco, José Jorge Letria.

25.4.14

25 de Abril no Expresso

Excelente trabalho do "Jornal Expresso" sobre o 25 de Abril.

(com som)

25 de Abril. História e depoimentos

Salgueiro Maia


Salgueiro Maia foi o rosto visível da Revolução de Abril de 1974.

Foi e continuará a ser, contra outras opiniões que este capitão merece de parte de muitos que também estiveram no terreno (e só temos que lhes agradecer isso). Todos nós sabemos que, Salgueiro Maia, nada fez para que as "luzes da ribalta" lhe focassem permanentemente. Procurou sempre passar despercebido e nunca aceitou nada do que lhe queriam oferecer as forças do poder.

Salgueiro Maia é, como todos os líderes como "Che Guevara", o ícone de uma Revolução.


Salgueiro Maia é o símbolo revolucionário de um País.

Salgueiro Maia é o 25 de Abril.

O meu Tributo a este grande Capitão. Ficarás eternamente na memória daqueles que fardados, aqui ou lá longe, lutaram por um País justo.

És a memória de um País agradecido. Do que veio a seguir não te podem culpar, mas sim dos oportunistas e de um povo que não sabe que rumo tomar!

25 de Abril... Sempre!

(clicar no endereço)



13.2.14

O Cifrão






O motivo que está nesta foto dá que pensar.

Todos sobem ao encontro do mesmo, do cifrão. Escalam na vida procurando o conforto no símbolo que cria a ganância, o desprezo pelos outros, o espezinhar para subir mais depressa, sem valores morais, sem ética, sem respeito.

Assim é o Homem com exceções. As tais exceções que confirmam a regra. A lei do cifrão "fala" sempre mais alto.

Sejamos diferentes!

8.10.13

O Que é um Salário!?

Mais medidas de austeridade vão cair sobre a cabeça dos portugueses, dos pobres que nos ricos e causadores da situação em que caímos ninguém toca.

Isto escrevi num tema de uma pessoa amiga que, como milhares de portugueses, teve que emigrar para terras de França e perguntava que lhe explicassem o que é isso de salário como se fosse uma criança de 4 anos. Para todos os que não sabem há muito tempo o que é receber o produto de um trabalho que ninguém lhes dá...




Eu explico-te, senta-te aí.

Era uma vez um Império. Um Império que dominou parte do mundo. Surgiu e desapareceu como acontece com todos os Impérios. Foi o Império Romano.

Nessa altura o pagamento primário aos seus soldados era feito através de sal que em latim se diz "salarium", era o "salarium argentum" ou seja "pagamento em sal". Daí surgiu o salário tão nosso conhecido nos nossos tempos. Nosso conhecido menina(o) de quatro anos?

Assim como havia uma pequena aldeia que resistia aos avanços de César, hoje também há um governo que resiste em dar emprego ao povo a quem jurou prestar toda a sua vontade em o servir.

Então, retirando a hipóteses de poder crescer a economia para que todos pudessem ter o seu emprego e o seu salário, faz exatamente o contrário, fez aumentar o desemprego. Daí minha pequena amiga(o), há muitos em Portugal que não sabem o que isso de salário é.

Talvez voltemos aos tempos da antiga Roma e se veja a dar um punhado de sal para, ao menos, temperar uma panela cheia de nada!




Nota final: Sei que a pessoa amiga arranjou trabalho em França. Quando há dignidade qualquer trabalho nos serve, mas é triste saber que tanto ela como muitos que deram o melhor de si, tivessem que sair de Portugal para terem o trabalho que lhes falta no seu país de origem. Ninguém gosta de sair mas, hoje como ontem, só uma mala de cartão levam como bagagem, e a saudade no coração.

13.2.12

Um Povo Piegas!



Um primeiro-ministro de 38,6% dos portugueses (não meu porque não votei nele, assim como da maioria que foi a abstenção com 41%) disse para os portugueses serem menos piegas e trabalharem mais. Como Português que sou e como trabalho desde os 12 anos e ainda não estou reformado, sinto-me indignado com este rótulo ofensivo à minha pessoa ao mandar-me trabalhar mais, pois está-me a chamar mandrião!

Mas ao facto de me chamar piegas, tenho que lhe dar ‘razão’. Todos os meses sou piegas porque 'choro' o que me é 'roubado' por este governo, e o meu subsídio de férias e de natal vão à 'viola' (não, não sou funcionário público mas pago como tal) para pagar outros roubos que não fui eu quem os cometeu. Devido a isso vou alterar o meu 'nick', vou passar a ser Marius70 Piegas.

Por isso português, deixa-te de pieguices e trabalha mais, diz quem nunca nada fez do alto do seu poleiro. E a resposta do povo pá a este epíteto? Faz cócórócócó, abaixa a cabeça e levanta o rabo!

Como o diz Sérgio Godinho "O Galo é o Dono dos Ovos", mas os pintos, que por enquanto são poucos, podem dar a volta à capoeira.



P.S. - Digo em cima que não sou funcionário público e não o sou. Mas pelo facto de não o ser, não significa que concorde que os funcionários públicos, pelo facto de o serem, tenham que pagar a fatura do país. Que culpa têm eles do país estar assim? O BPN era público? Os compadrios e adjudicações de empreitadas a pagar à fartazana eram os funcionários públicos comuns que o faziam? Se considerarmos os governantes, que esbanjaram o nosso dinheiro e fez cair o país na situação difícil que está, como funcionários públicos então que sejam eles, os governantes, a pagar a crise. Nesses ninguém mexe, mas os que trabalharam em prole da nossa educação, dos serviços sociais, vivem do seu emprego e se dedicam de corpo e alma à sua função (dos outros que nada fazem, em todo o lado há disso não é só no funcionalismo público e são estes a pagar a 'fatura' dos que fogem ao fisco no privado pois não há volta a dar já que o desconto vem sempre tributado no vencimento mensal) os funcionários, por isso mesmo (por descontar na fonte) são o elo mais fraco da cadeia.

Mas há quem se sinta satisfeito por isso e procurem denegrir e colocar no mesmo saco todos os funcionários públicos. São aqueles que nada fazem e recebem o rendimento social de inserção (nome pomposo) à custa de quem trabalha, ou aqueles que nada fizeram na vida mas quando chegam à reforma muitos deles (nem todos, claro), até dizem que foram uns 'mouros' de trabalho.

Só se o foram na tasca!

28.1.11

É Um Fartar Vilanagem





A crise, como sempre, é só para os mesmos, para os gestores públicos... Crise? O que é isso?

No dia em que os cortes nos salários dos gestores públicos estiveram em debate nunca é demais lembrar quanto ganhavam em 2009 alguns dos homens mais bem pagos do país a trabalharem em empresas do Estado. Algumas empresas registaram prejuízos no balanço.

Assim, a TAP, empresa emblemática do sector público, surge à cabeça entre salários, prémios e regalias. O presidente Fernando Pinto ganhou 637 mil euros anuais, o que representa uma remuneração mensal de 45 mil euros.

Segue-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que, no sector empresarial do Estado, é a empresa que mais lucros gera. O presidente do banco público levou para casa 560 mil euros ao fim do ano, ou seja, 40 mil euros por mês.

Já o vice-presidente Francisco Bandeira ganhou um pouco menos, 558 mil euros, o que representa 39 mil euros ao fim de cada mês.

À frente dos CTT, Estanislau Costa auferiu a quantia de 300 mil euros anuais - 21 mil euros por mês.

Na Parpública, empresa que gere as participações financeiras do Estado, João Plácido Pires ganhou 249 mil euros, ou seja, 18 mil ao fim de cada mês.

E na mais mediática de todas, na RTP, o presidente Guilherme Costa ganhou 254 mil euros, o que dá 18 mil por mês. E isto no ano em que a televisão do Estado teve prejuízos de 14 milhões de euros e registo de uma dívida acumulada à volta de 800 milhões.

Fonte: Agência Financeira


... E é isto um país em crise!

3.12.10

Corrupção

Portugal subiu três lugares no ranking da corrupção

Leis "herméticas", um aparelho de Justiça que "não funciona" e resultados "nulos" no combate à corrupção colocam Portugal na 32.ª posição no quadro dos 178 países analisados pela Transparência Internacional (TI) quanto à percepção da corrupção.

aeiou.visao.pt/ - 9:01 Terça feira, 26 de Out de 2010


Portugal é um país onde o corrupto sobe na escala dos valores morais. Desde presidentes de Câmara, eleitos mais que uma vez, negócios de sucata e “Freeports” tudo vale neste país à beira-mar plantado. Como isso, na maior parte das vezes, acontece com pessoas de colarinho branco (O crime do colarinho branco, no campo da criminologia, foi definido inicialmente pelo criminalista norte-americano Edwin Sutherland como sendo "um crime cometido por uma pessoa respeitável, e de alta posição (status) social, no exercício de suas ocupações") quase sempre prescreve sem que os autores sejam condenados por tais actos.

A “arraia-miúda” claro que não escapa às malhas da “justiça” pois o colarinho mesmo que seja branco à partida, como a corrupção não é de grande monta, fica sujo em pouco tempo devido à falta de meios financeiros para o poder mandar lavar.

Bem podem bradar os defensores dos bons costumes pela desigualdade com que a justiça trata uns e outros mas estão a bradar no deserto, pois quem está no poder é “intocável” e até arranja leis que os defenda como terem que suspender da sua condição política para que seja ouvido pela justiça. Claro que muitos não o fazem.

A corrupção não é só em Portugal conforme análise da TI. Em 178 países, Portugal ocupa a 23ª posição, mas com os outros eu posso bem pois sou português e se em Roma sê romano, em Portugal sê português. Mas também me servem os exemplos dos outros como neste vídeo. A deputada brasileira Cidinha Campos põe o dedo na ferida quando refere a corrupção existente no Tribunal de Contas brasileira. Corruptos a candidatarem-se a este Tribunal. A corrupção é mundial, mas mulheres ou homens como a Cidinha há poucos. Diz ela: "Quanto mais ladrão, mais querido". Tiro-lhe o chapéu.

7.4.10

Francisco Fanhais





Hoje fui ver e ouvir Francisco Fanhais no Teatro da Trindade. Como Carlos Mendes o referiu, é um dos últimos puros cantautores que restam do sonho de Abril de 1974. Francisco Fanhais sente e ainda acredita num país melhor sabendo nós que isso é pura utopia. Já nada é como dantes. À capa da democracia eles, os vampiros, andam aí.

Perguntou Fanhais que resposta temos para os nossos filhos quando nos perguntarem o que fizemos por eles e se silêncio for a nossa resposta é sinal de cobardia. Não, não é Francisco!!! Nós fizemos muito pelo futuro deste país, ela juventude, é que não faz nada e nem querem saber do futuro deles. Limitam-se a vegetar e a ver os tais vampiros das telenovelas da TV. Nós viemos para a rua lutar, eles vêm para a rua esperando que alguém lute por eles. E assim os burros continuam a governar e, como tu cantas nas tuas «Quadras de Aleixo»:

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!

Quem trabalha e mata a fome
Não come o pão de ninguém;
Quem não ganha o pão que come,
Come sempre o pão de alguém


E os "pinóquios" continuam a comer de graça, o pão do povo que trabalha.

Emocionante o teu monólogo sobre a canção «Corpo Renascido». Sangue do teu sangue continua no corpo dos teus netos.

A leitura da carta do Zeca, de quem és um digno sucessor, foi um dos momentos altos da tua presença no Teatro Trindade. A tua voz emocionada lembrando o mestre e amigo que um dia te disse:

«Tu que cantas defronte de faces atentas e seguras, faz do teu canto uma funda. Nesse lugar, entre outras mãos mais fortes e mais duras, te estenderei a minha mão fraterna. Canta amigo!»

Que nunca te cortem as asas pois o rouxinol tem que voar, mesmo sendo um voar sobre uma utopia, pois os tempos Francisco, são já de rouxinóis sem bico.

Outras canções:

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