10.12.08

Vieira da Silva

  Conheci hoje, através do blog BRITEIROS (briteiros.blogspot.com) esta página cujo endereço irei divulgar por todos os amigos. É bom voltar a ouvir, de vez em quando, as canções de Abril (e ainda mais quando, como eu, se participou nessa área). Se puder visite a minha página (www.vieiradasilva-ilhavo.com) onde poderá certamente reconhecer uma ou outra cantiga... Abraço.

vieira da silva 02-06-2007

Marius:
  Obrigado pelas tuas palavras e pela inclusão da "canção para um povo triste". E obrigado pela divulgação que fazes do canto de intervenção. Talvez já sejam horas de voltar à estrada ... Uma grande abraço do vieira da silva.


vieira da silva 01-11-2007

(retirado dos comentários dos "Cantores de Intervenção")



  Escrevi, há já algum tempo, sobre um cantautor que, como muitos outros, fizeram parte da história do 25 de Abril, mas por esta ou aquela razão, não tiveram o mediatismo dum Zeca, do Adriano, José Mário Branco, etc., foi sobre o APBraga.

  Tal como aconteceu com o APBraga foi através dos comentários em cima transcritos que vim a “conhecer” Vieira da Silva. Mas quem é Vieira da Silva?!

  Vou recorrer-me do livro “Canto de Intervenção 1960-1974” de Eduardo M. Raposo (oferta do meu amigo APBraga) para melhor o conhecermos.

  Nasceu em Ílhavo em Julho de 1946. Intérprete, autor e compositor (cantautor), poeta, jornalista de imprensa não diária, tendo sido director da revista MC - Mundo da Canção, Vieira da Silva, foi companheiro de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, Francisco Naia, Fanhais, entre outros, integrando o movimento dos cantores de intervenção.



  Ao longo dos seus vinte e cinco anos de existência (com o interregno entre 1985 e 1991), a revista teve como directores Viale Moutinho, Vieira da Silva, António José Campos (durante um brevíssimo período, tendo sido de novo "reconduzido" Vieira da Silva) e Mário Correia, tendo sempre permanecido como editor o seu fundador, Avelino Tavares.

  Como Poeta publicou em 2002 um livro com o título "Marginal (poemas breves e cantigas)"...



                                                  “ Beijo “

                                        meus olhos nos teus
                                        teus olhos nos meus
                                        e mais ninguém junto a nós
                                        nem deus “


  O primeiro dos seus trabalho (1969), Canção para um povo triste, que integra o CD duplo Canções com História, organizado por José Niza – foi apreendido pela PIDE.

  Para além de um poema de Viale Moutinho todas os outros poemas são de sua autoria.

  Poeta publicado e premiado Vieira da Silva, médico em Aveiro, da sua discografia consta a Canção para um Povo Triste; Para a construção da cidade necessária; Canto da Hora Chegada; Onde estás ó liberdade?; O tempo é de guerra - e tantas outras que se poderão ouvir no site:

Vieira da Silva (clicar aqui)

... Mais sobre Vieira da Silva (discografia):

Bandarilhas de Esperança (clicar aqui)

Biografia (clicar aqui)

  ... E amigo Vieira da Silva, depois de tantos anos passados, se calhar (como bem o dizes), está chegada a hora de voltar à estrada. Que a voz nunca te doa!

20.11.08

A Democracia Suspensa!




  Disse a presidente do PSD durante um almoço na Câmara do Comércio Americana em Portugal:

“Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para por tudo na ordem e depois voltar à democracia”.

... Ferreira Leite, e porque não suspender a democracia por 48 anos? Presidente já tem!

18.11.08

Estão Indo ao Nosso Bolso!





  Cada partido político vai receber o equivalente a 3,16 euros por cada voto nas próximas eleições legislativas.

  Ou seja, cada português ao colocar o seu voto na urna está a contribuir para que os deputados na Assembleia tenham todas as mordomias como vencimentos chorudos, carrinho, motorista à ordem, duplicação de tempo de serviço pelos “bons” serviços prestados à “Naçon”, que é levantar e sentar o cu e dizer amén a tudo o que o líder da bancada disser para o fazer (excepto raras e louváveis excepções). Depois votam em leis que os protegem e quem disser o contrário é certo e sabido que não estará lá muito tempo. Se fosse no tempo do Império Romano seriam atirado às feras num qualquer Coliseu.

  Os partidos políticos recebem dinheiro do Estado consoante os números de votos. Não é por acaso que nos Açores todos os presidentes dos partidos dos deputados eleitos estavam com um sorriso de orelha a orelha quando falaram à TV. Perderam todos excepto o PS que continua com a maioria, mas quem os visse pareciam que tinham ganho as eleições. Portugal deve ser o único país civilizado do mundo onde os partidos mesmo perdendo ganham sempre. E têm razão! Ganharam mais uns cobres à custa do erário público pelos votos que receberam já que nada impede que os socialistas nos Açores, assim como no Continente e na Madeira o PSD, votem e façam passar os diplomas a seu bel prazer pois têm a maioria absoluta.

  Depois de aprovada a Lei do Financiamento em 1994, os partidos já receberam 144 milhões de euros sem contar com as ajudas para as campanhas eleitorais. Entre 2005 e 2008, com a actual Lei de Financiamento e das Campanhas Eleitorais que vieram limitar os donativos de privados, foram dados pelo Estado (ou seja, do nosso bolso) 63,20 milhões de euros aos partidos.

  E o que faz o povo anónimo que tem que andar em listas de espera para a Saúde, em filas para os transportes, que ganham misérias comparados com os ganhos dos deputados, que têm que fazer das tripas coração para que nada falte à mesa, nunca comeram caviar, nem lagosta suada, suam sim é correr para casa, correr para o emprego, têm que pedir que o Governo lhes salve as pirites, lhes salve o emprego, lhes salve a vida e só lhes dão promessas?

  Vai votar! Vai dar 3,16 euros de mão beijada para quem boceja ou não comparece no Hemiciclo. A quem ganha ajudas de custo em viagens sem sair de casa! Ou para quem para o debate para ver um jogo do Benfica (não que o Benfica não o mereça) ou da Selecção Nacional e vá até Espanha ver o Barcelona ou o Real Madrid jogar a meio da semana e não lhes seja descontado no vencimento como acontece a qualquer trabalhador.

  Estou a pensar seriamente em gastar esses 3,16 euros na compra de uma grande chucha, junto-a com uma figura do Zé Povinho e coloco-a em frente da Assembleia com um cartaz em letras garrafais a dizer:

“Queres o meus 3,16 euros? Ora... ”

16.11.08

O Último Socialista





 Farto de «pulsões e tiques autoritários», farto daqueles que «não têm dúvidas, nunca se enganam e pensam que podem tudo contra todos».

  Disse Manuel Alegre perante o desassombro de opinião da Ministra da "Educação" em relação à manifestação dos professores no Sábado.

  E o que faz o Parlamento? Estrebucha aqui, pigarreia ali, dois dedos de conversa entre camaradas em "break" de duas horas para um "coffee" e entradas tardias à Segunda, que isto de começar cedo é uma chatice, e saídas de manhã à Sexta que o avião espera para um fim-de-semana em Londres.

  Alegre é o último moicano socialista! É um ingénuo, é um purista, é um poeta.

O poeta sonha, nem sempre a obra nasce.


  Para nascer deveria estar entre os seus, entre gente que, como ele, sonhava nos ideais de Abril. Mas não, Alegre está no meio de gentalha que fizeram das portas de Abril um trampolim para, de fato e gravata, comerem à mesa com talheres de prata.

  Está no meio de néscios que fizeram do que disse o homem cinzento, que é contra os diplomas mas que deixa passar as arbitrariedades do socialismo encapotado, o tal que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava, palavra de ordem.

  Já Manuel Alegre tinha votado contra o Código de Trabalho, na votação final global. Ao lado de Manuel Alegre estiveram quatro deputadas do grupo parlamentar socialista (Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e Matilde Sousa Franco). Alegre esclareceu que votou de acordo com a sua consciência e com o que defendeu no Congresso do Partido Socialista de 2004 e lembrou que o PS é que votou contra o que disse em 2003 sobre o Código de Trabalho de Bagão Félix.

  Sócrates disse que tinha "muito orgulho" em Alegre, mas acrescentou que Alegre "está disponível sempre para dar razão a toda a gente menos ao Governo e ao PS". Alegre não reage, só sorri porque sente ainda aquele partido como seu, mas desengane-se, pode ter direito à indignação mas nada mais do que isso, pois o tempo de Alegre já passou.

  Fica o Manuel, mas Manéis há muitos a comerem umas pataniscas e uns pastéis de bacalhau em qualquer tasca deste país com um quartilho de vinho a acompanhar.

  Mas nem tudo está perdido. A força da manifestação demonstrada pelos professores no Sábado ou a força dos ovos em Fafe, fez a Ministra da (des)Educação recuar e adia a avaliação dos professores para o próximo ano

  Marçal Grilo considerou como resquícios do PREC, os conselhos directivos eleitos, dixit que deveriam ser contratados os directores por concurso público que teriam autonomia na contratação de quem bem entendessem para a direcção pedagógica.

  Penso que acabar com os conselhos directivos eleitos é uma boa ideia para com os deputados que são eleitos pelo povo. Abriam concurso público e, como faziam as tropas pretorianas do Império Romano que elegiam os Imperadores conforme os benefícios monetários, os que melhor garantias dessem ao povo seriam os escolhidos. É que os eleitos pelo o que lá fazem no Parlamento é o mesmo que nada, excepto raras excepções e, por isso, o povo evitava ter que se deslocar às urnas e votar em quem lhes anda sempre a enganar!

  "Para apoiar Sócrates teria de apoiar alguns dos seus apoiantes, e isso não posso fazer", disse Manuel Alegre no programa "Discurso Directo", em extensa entrevista emitida esta manhã (16.11.08) pela TSF e publicada no Diário de Notícias.

  Faz bem que eu vou fazer o mesmo! Avança que aqueles que te apoiaram nas Presidenciais estão à tua espera! Vamos voltar a ser os Socialistas que sempre foste! Não queiras ser... o "Último Socialista"!!

10.6.08

Dia da Raça





O que escreveria hoje Camões.

                      Mudam-se os tempos, mudam os comilões,
                      Muda-se o ser, anda tudo na passa;
                      Diz um presidente que hoje é o Dia da Raça,
                      E não das Comunidades e de Camões.

                      Continuamente vemos patos bravos,
                      Diferentes em tudo até na lembrança;
                      Enchem as bocas e a volumosa pança,
                      E dão “emprego” aos novos escravos.

                      O tempo cobre o chão de espanto,
                      Que já foi de sol entre a bruma,
                      E em mim converte em choro o doce canto.

                      E, agora estas mudanças em cada dia,
                      Das conquistas de Abril, do seu encanto:
                      Devagar se muda, e já o tempo se habitua.


Agora a "Canção de embalar" é outra não é Zeca? Voltamos ao Fado, Futebol e Fátima

... e o curioso disto, é que muitos dos exploradores de hoje, são aqueles que em 1974 andavam de punho erguido!

Tema baseado num tema de um blog amigo Pascoalita e à pergunta que faz: «O que escreveria hoje Camões?»

25.4.08

A Revolução dos Cravos

Já está esquecido o 25 de Abril de 74 não está portugueses? Já te esqueceste daquela canção que dizia:«O Povo Unido Jamais Será Vencido»?

  Nasceste e hás-de morrer cinzento como o País! Talvez uma telenovela de moranguitos ou um Carreira, em vez da «Revolução dos Cravos», venha mesmo a calhar neste dia.

  Afinal em Abril de 74 só vieste para a rua porque houve um punhado de capitães que resolveram acabar com a ditadura. Por ti ainda lá estava a «Brigada do Reumático».

  Nos «Índios da Meia-Praia» cantava Zeca Afonso:

«Dizem que o mundo só anda tendo à frente um capataz»


  Zeca equivocou-se, não era ao mundo que se devia referir mas sim a Portugal. Talvez um dia Portugal volte a ser amordaçado e aí, quando o povo acordar, já será tarde!

  O vídeo que aqui está, passou no Canal História. Em português? Não?! Em espanhol. Vê-se bem por aqui o quanto esquecida está, a Revolução que deu "poleiro" a muita "boa" gente.



Para aquela geração que lutou contra a ditadura o meu Bem-Haja!

Cantores de Intervenção - Clicar aqui

1.11.07

Soldadim Catrapim



 Boa noite.

 Gostaria de comunicar por correio electrónico com o autor do sítio
http://marius708.com.sapo.pt/Cantores%20de%20Intervencao.html
pelo que agradeço que me respondam informando se tal é possível.


 Desço as escadas. No hall de entrada, aguardando-me com um CD na mão, estava AP Braga.

 Olho para aquele rosto e vem-me à memória o tempo em que rostos "iguais" àquele lutavam contra um Portugal amordaçado. Ainda no olhar permanecia o jovem que escrevia palavras de luta, que participava nos recitais com Zeca, Adriano, Carlos Paredes, Fanhais, Letria e tantos outros "cantautores" (intérprete, compositor e autor) nas universidades e associações recreativas.

 APBraga, Vieira da Silva, Carlos Moniz, António Macedo e outros mais, não tiveram o mediatismo de um Zeca ou Adriano, mas estavam lá. Com a cantiga como arma, a PIDE observava-os, o lápis azul funcionava e AP Braga exilou-se para a Suécia em 1973 para não fazer a guerra colonial.

 APBraga olhou para mim, entregou-me o CD e parco em palavras foi-se. Fiz-lhe uma página musical. Para além de cantor foi co-autor de outros cantos de Intervenção.

• Daqui desta Lisboa - .
• A flóber - .
• O homem e a burla - .
• Não canto porque sonho - .
• P'ró que der e vier - .
• Rosie - .

 De novo o tenho à minha frente. Agora com mais tempo, conta-me histórias dos tempos do IST, das participações no Grupo de Teatro da AEIST, nas cantigas com o Zeca, Adriano e outros, do seu exílio, do regresso a Portugal, por uma semana após o 25 de Abril e a ida para o Brasil onde tinha contrato de trabalho.

 Brasil, calor e o patrão a obrigá-lo a usar gravata. APBraga alérgico a esses apêndices fálicos, coloca um lacinho. Quando o patrão, exasperado, o confronta de novo pela falta do apêndice, AP calmamente levanta a farta barba. Cala-se o patrão e nunca mais voltou a perguntar pela gravata, não iria APBraga ter que levantar todos os dias a barba e mostrar o lacinho que nunca mais usou.



 Olho nos olhos este “cantautor”. Penso que nunca fizeram a devida homenagem a este homem e a outros que ficaram na sombra dos cantores de intervenção mais mediatizados.

 Sento o meu neto nas minhas pernas e coloco a tocar o Soldadim Catrapim. Ao som da música ele vai dando aos deditos e a bater palmas, deditos de uma criança de um ano ouvindo a música que muitos soldados não chegaram a ouvir.

Ai soldado, soldadim, catrapim!
Minha mão não te dou não, catrapão!
Não te dou deste meu peito
A dor do meu coração…


 Para ti amigo APBraga, um abraço do tamanho de um Portugal a caminho de ser de novo amordaçado.



A Página completa do APBraga (clicar Aqui)

5.10.07

O Regresso do Mostrengo





  À pergunta que fiz no meu tema Onde Estão os Poetas de Agora? um Poeta via mail respondeu:

Presente!


                O mostrengo que está no fim do mar
                      Na noite de breu ergueu-se a voar.

                            FERNANDO PESSOA, Mensagem

O Regresso do Mostrengo

O mostrengo não está no fim do mar.
Ocupa as ruas, bate à nossa porta,
vomita chamas na cidade morta,
escreve garatujas no luar.

Ei-lo que espreita em cada patamar
pronto a saltar-nos à garganta. Importa
lançar brados de alerta à malta absorta
que se deixou nos ventos embalar.

De pé! O monstro volta! Unir fileiras!
Deixemos as diferenças das bandeiras:
É preciso avançar em marcha unida.

A nossa força é sermos um só povo
e uma só terra a defender de novo.
A morte do mostrengo é a nossa vida!


          Carlos Domingos


Um abraço Carlos!

7.7.07

A Travessia!...



  Atravesso devagar a ponte levando o meu próprio camelo não acreditando muito no aluguer de camelos anunciado na placa (ver tema anterior), pois vindo de quem vem a afirmação de que a margem sul é um deserto, tudo podia acontecer, já que dá o dito por não dito e a gente nunca sabe se o deserto de um momento para o outro deixa de o ser.



  Como disse, eu, homem precavido, levava o meu próprio camelo.

  Atravessada a ponte eis o deserto. Já há vários anos que faço esta travessia para a outra margem e nunca me tinha apercebido que a partir da ponte tudo o que via era o Sahara em ponto pequeno.

  Quer queiramos quer não o homem tem razão.

  Aqui e ali, viam-se pequenos oásis onde uns animais esquisitos, com cornos, pastavam na areia seca. Procurei ver se eram camelos mas ao longe não me pareciam já que os camelos não têm cornos... que se saiba!

  No alto das dunas, despontavam algo parecido com casas, mas bem sabemos o quanto o deserto é traiçoeiro dando-nos imagens inexistentes. Embora hidratado, nunca se sabe as loucuras que o deserto nos reserva, como vendo odaliscas com a sua dança do ventre, caso o desejo sexual seja já uma miragem, ou vendo miragens na própria areia.



  Avanço com o meu camelo naquela inóspita paisagem seca, com bátegas de chuva caindo incessantemente. Já em desespero, vejo ao longe uma placa com a letra M. Pensei que, atravessado o deserto, me encontraria em Marraquexe, mas ó que desilusão, afinal o M era de Mértola, já não podia ler o poema berbere:

Que não caminhes, não sintas, não te percas
Em Marraquexe – a mais bela cidade do Sul


 Desiludido, encostei o meu camelo num oásis, sem jacarandás, roseiras e buganvílias e bebi um café. À minha volta, tuaregues, à falta de um narguilé (cachimbo de água árabe), fumavam cigarros encostados às palmeiras, ou era da minha vista ou a marca dos cigarros era “Camel”.

  O deserto ainda não tinha terminado, uma aragem com cheiro a bosta de camelo chegava-me às narinas vinda do rio Arade.

  Tamanha travessia no deserto, com as fortes e constantes tempestades de areia em estradas asfaltadas, tinham esgotado os recursos hídricos do meu camelo e, assim, quase desfalecido, num poço gasolineiro dei de beber ao bicho sedento.

  Acampei, não entre dunas, mas num «bungalow» com piscina, um luxo no deserto.

  Retiro o chech, as vestes que me envolvem o corpo cheio de areia e tomo um duche.

  A água continuava a cair dos céus (o céu árabe tem sete céus), já não há desertos como dantes.

  No dia seguinte levanto-me bem fresco pela manhã. Vejo se o camelo está em condições e vou pela estrada 125 olhando a paisagem. De repente, o meu camelo parte à desfilada ao encontro de uma cáfila, onde, o líder do grupo, me pareceu ter parecenças assombrosas com o fulano que alugava camelos à saída da ponte.

15.6.07

Finalmente!...





  Ó mortais finalmente... FÉRIAS! Irei atravessar o "deserto" não tenham pena de mim!



Arrivederci!...